Como é bom estar em paz! Ela é dom de Deus. É algo que nos é concedido para que possamos experienciar a presença do Eterno tornado presente, em nós. Eis porque a consideramos como mais pura gratuidade do Senhor. Infelizmente ainda há quem não a ame. Por sinal, a primeira etapa para possessão de tão maravilhosa dádiva é o desejo de buscá-la e, conseqüentemente, possuí-la.
Na liturgia do II domingo da Páscoa, Jesus Cristo nos diz: “a paz esteja convosco!” (Jo 20,20). Acolhamos a paz. O nosso salvador no-la concedeu. Quem seria tão insensato em não a querer?! Nenhum tesouro do mundo paga a alegria de estarmos em paz. Quem acolhe a presença de Jesus Cristo encontrará a verdadeira e única paz. Sem ela, nós, famílias, escolas e várias outras instituições, não lograremos o verdadeiro significado da justiça. A Doutrina Social da Igreja afirma que a paz é fruto da justiça. Parafraseando Rui Barbosa, podemos dizer que “sem Deus não há justiça”, e claro que como cristão que era, se refere ao Deus Pai de Jesus. Nós continuamos a pregar e anunciar esse Deus.
Nos deparamos constantemente com a problemática da Segurança Pública. A Carta Magna assevera que é dever do Estado garanti-la aos cidadãos. Por causa dos desmandos da política brasileira, o texto constitucional não está sendo respeitado. Mas, por isso, vamos deixar de lutar por ela? Claro que não! Façamos uma corrente pela paz. Formemos uma cultura da paz. Que as nossas palavras, ações, discursos e intentos, venham nos auxiliar e orientar para esta Terra Prometida! É isto mesmo. A paz tem que ser para cada pessoa um lugar, uma Utopia, que tem espaço e tempo. No mundo, nas civilizações, nos países, estados, municípios, mui especialmente o nosso, digamos como o Mestre e Senhor: a paz esteja convosco!
A Mídia mundial divulga e verbaliza a morte de Bin Laden. Para quem matou isto é esperança de possível redirecionamento das relações entre os grupos extremistas do Islã. Para quem reelabora o acontecimento numa outra perspectiva, isto será estopim para retomada dos ataques terroristas. O mundo se volta para o fato e se pergunta o que realmente aconteceu e qual o simbolismo desta epopéia globalizada. Estudiosos da filosofia política, considerando interdisciplinarmente, o estado da questão, consideram necessário o papel da religião como ponto de equilíbrio para consecução da paz. E ninguém instrumentalize a discussão confundindo fundamentalismo religioso, que obscurece a racionalidade da religião, com a via da racionalidade da religião, que na modernidade oferece aos sujeitos as condições de interação que possibilitam o respeito mútuo.
Por fim, que reine entre nós o desejo de estarmos em paz, conosco, com os outros e com Deus! Assim o seja!
sábado, 7 de maio de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Vale à pena amar a justiça
Nem sempre somos justos como deveríamos, mas precisamos amar a justiça. Ela é a virtude humana por excelência. É a verdade cardeal. Não se confunde com a mentira e os desvios de conduta e personalidade. É a força das pessoas de Boa Vontade que desejam um mundo mais humano e verdadeiro. Como não amar o que nos liberta de tantos males!
A Sagrada Escritura nos apresenta um presságio àqueles que reconhecem a beleza da justiça quando olhados pelos ímpios, em seus falsos raciocínios: “cerquemos o justo, porque nos incomoda e se opõe às nossas ações, nos censura as faltas contra a Lei, nos acusa de faltas contra a nossa educação” (Cf. Sb 2,12). Num mundo tão carente de referencias, o justo tem que confiar Naquele que é Fiel. A consistência da justiça é a certeza da sua imortalidade. O mal jamais vencerá. Por mais que tente (Cf. Lc 4, 1-13). Ele não tem sentido porque é fruto das ações humanas. Vem a ser realidade quando aceito como escolha para fazer o mal e evitar o bem. Na atualidade há uma tendência cientifica e religiosa de relativizar o mal (ou pecado), interpretando-o social ou psicologicamente. Esta perspectiva eleva o nível de ódio e maldade no mundo. Diferente do que ideologicamente dizem, a tentativa de negar a existência do pecado, para se justificar a negação da existência de Deus, pela fracassada alocução de que “Ele morreu!”, é uma mentira. Quem disse que Ele está morto, já morreu! No entanto, cabe a ressalva de que as “imagens” de deuses, que são pregadas, estão maculando a verdade da Revelação. Em 1Jo 4,8 é afirmado que “Deus é amor”. A verdadeira fidelidade brota dum coração que ama. Dizer que o mundo e as pessoas estão carentes de Deus é reconhecer que elas estão necessitando de Amor. Vejamos o que nos mandou Jesus: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Cf. Jo 13,34-35). É a grande mensagem do Cristianismo à Humanidade.
O mistério pascal que estamos para celebrar nos confirma na Fé, e nos assegura que a “iniqüidade” será esmagada pelo Poder do Redentor. O mal sempre quer ferir o próximo, esquecendo que este é imagem e semelhança de Deus. A dignidade humana, para nós cristãos, tem este fundamento como norte de reflexão e verdade da Esperança. A certeza da vitória da vida sobre a morte é a único elemento que é Luz para os seres humanos. Não estamos tratando de fundamentalismos; mas do Fundamento, que é Cristo. Ele diz que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Cf. Jo 14,6). “Todo o que Nele crê tem a vida eterna” (Cf. Jo 3,15).
Eis porque vale à pena acreditar na Justiça! Não só porque ela concede a cada um, o que lhe é próprio. A falsa alegria do mal se agarra desesperadamente à possibilidade da cegueira da justiça. Contudo, o salmista canta a respeito do ímpio: “ei-lo gerando a iniqüidade: concebe a maldade e dá à luz a mentira. Ele cava e aprofunda um buraco, mas cai na cova que fez. Sua maldade se volta contra ele, sobre o crânio lhe cai a própria violência. Eu agradeço a Iahweh pela sua justiça, e toco ao nome do Altíssimo” (Cf. Sl 7,15-18). Boa Semana Santa para todos e confiem em Deus! Assim o seja!
A Sagrada Escritura nos apresenta um presságio àqueles que reconhecem a beleza da justiça quando olhados pelos ímpios, em seus falsos raciocínios: “cerquemos o justo, porque nos incomoda e se opõe às nossas ações, nos censura as faltas contra a Lei, nos acusa de faltas contra a nossa educação” (Cf. Sb 2,12). Num mundo tão carente de referencias, o justo tem que confiar Naquele que é Fiel. A consistência da justiça é a certeza da sua imortalidade. O mal jamais vencerá. Por mais que tente (Cf. Lc 4, 1-13). Ele não tem sentido porque é fruto das ações humanas. Vem a ser realidade quando aceito como escolha para fazer o mal e evitar o bem. Na atualidade há uma tendência cientifica e religiosa de relativizar o mal (ou pecado), interpretando-o social ou psicologicamente. Esta perspectiva eleva o nível de ódio e maldade no mundo. Diferente do que ideologicamente dizem, a tentativa de negar a existência do pecado, para se justificar a negação da existência de Deus, pela fracassada alocução de que “Ele morreu!”, é uma mentira. Quem disse que Ele está morto, já morreu! No entanto, cabe a ressalva de que as “imagens” de deuses, que são pregadas, estão maculando a verdade da Revelação. Em 1Jo 4,8 é afirmado que “Deus é amor”. A verdadeira fidelidade brota dum coração que ama. Dizer que o mundo e as pessoas estão carentes de Deus é reconhecer que elas estão necessitando de Amor. Vejamos o que nos mandou Jesus: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Cf. Jo 13,34-35). É a grande mensagem do Cristianismo à Humanidade.
O mistério pascal que estamos para celebrar nos confirma na Fé, e nos assegura que a “iniqüidade” será esmagada pelo Poder do Redentor. O mal sempre quer ferir o próximo, esquecendo que este é imagem e semelhança de Deus. A dignidade humana, para nós cristãos, tem este fundamento como norte de reflexão e verdade da Esperança. A certeza da vitória da vida sobre a morte é a único elemento que é Luz para os seres humanos. Não estamos tratando de fundamentalismos; mas do Fundamento, que é Cristo. Ele diz que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Cf. Jo 14,6). “Todo o que Nele crê tem a vida eterna” (Cf. Jo 3,15).
Eis porque vale à pena acreditar na Justiça! Não só porque ela concede a cada um, o que lhe é próprio. A falsa alegria do mal se agarra desesperadamente à possibilidade da cegueira da justiça. Contudo, o salmista canta a respeito do ímpio: “ei-lo gerando a iniqüidade: concebe a maldade e dá à luz a mentira. Ele cava e aprofunda um buraco, mas cai na cova que fez. Sua maldade se volta contra ele, sobre o crânio lhe cai a própria violência. Eu agradeço a Iahweh pela sua justiça, e toco ao nome do Altíssimo” (Cf. Sl 7,15-18). Boa Semana Santa para todos e confiem em Deus! Assim o seja!
sábado, 5 de março de 2011
Carnaval: Encantos e riscos
O Brasil tem uma cultura carnavalesca. As motivações midiáticas só fortalecem um sentimento bem arraigado no inconsciente coletivo. O nosso povo tem uma tendência lúdica que germina com qualquer motivação festiva. Isto é bom? O juízo de valor pode ser particular, mas que este não venha ferir o que é comum. No período do carnaval o que observamos é que, o êxtase dos foliões, com suas peculiaridades, são representações duma psicologia das multidões que confunde o que é individual.
Na multidão, o particular desaparece e, aí, ganham força os riscos advindos do irracional comunitário. Os festejos carnavalescos têm essa forma encantadora de ser vivido o incomum. Este se fortalece quando o diferente é animado na totalidade. Por isso que, o que pode ser encanto subjetivo tornar-se-á risco individual na prática e nas conseqüências. O anonimato do indivíduo não anula as suas inclinações. Os desequilíbrios e vícios, pela informalidade circunstancial, serão alterados pela sonoridade e tipicidade musicais, o alto índice de consumo de bebidas alcoólicas e outros tipos de drogas, o imediatismo das relações que “ficam” sem encantamentos.
A experiência da alegria é uma dádiva do Criador. Todos têm direito a ela. O que é celebrado nos vários recantos do nosso país é bom, como manifestação pública do desejo humano de “estar” feliz. Mas a responsabilidade deve ser uma exigência; pois, o carnaval é um meio de realização da identidade humana como ser social. Neste, os interesses comuns também estão em jogo. Os riscos que surgem no carnaval normalmente estão ligados ao que vem dos interesses econômicos e a falta de educação para a verdadeira finalidade das festas, que é a vivência da dimensão lúdica do humano. A paz, a concórdia, a amizade, o respeito, a dança e a magia devem fazer parte deste tempo. É necessária a devida formação para o exercício destes comportamentos.
Outro grande risco deste período são as doenças sexualmente transmissíveis, dentre elas a Aids. A sífilis também surge como das grandes ameaças que deve ser prevenida pela maior das atitudes preventivas, que é a liberdade vivida com amor, pelo amor e no amor, que implica fidelidade e respeito ao outro. Por exemplo, esta última pode ser transmitida através do beijo. Ouvimos, amiúde, depoimentos de pessoas se vangloriando que beijaram vários outros em períodos de carnaval. E daí?! Um dos maiores desafios dos formadores das juventudes, mui especialmente dos pais, é orientar às futuras gerações para agirem com consciência de que suas atitudes implicam responsabilidades.
Por fim, que nestas festas carnavalescas de 2011, os muitos participantes se divirtam em paz e ponderando que tudo nos é permitido; porém, nem tudo nos convém. Se confraternizem com vossas famílias e amigos, sem esquecer o imenso amor que Deus tem por cada um. Sejam felizes hoje e sempre! Assim o seja!
Na multidão, o particular desaparece e, aí, ganham força os riscos advindos do irracional comunitário. Os festejos carnavalescos têm essa forma encantadora de ser vivido o incomum. Este se fortalece quando o diferente é animado na totalidade. Por isso que, o que pode ser encanto subjetivo tornar-se-á risco individual na prática e nas conseqüências. O anonimato do indivíduo não anula as suas inclinações. Os desequilíbrios e vícios, pela informalidade circunstancial, serão alterados pela sonoridade e tipicidade musicais, o alto índice de consumo de bebidas alcoólicas e outros tipos de drogas, o imediatismo das relações que “ficam” sem encantamentos.
A experiência da alegria é uma dádiva do Criador. Todos têm direito a ela. O que é celebrado nos vários recantos do nosso país é bom, como manifestação pública do desejo humano de “estar” feliz. Mas a responsabilidade deve ser uma exigência; pois, o carnaval é um meio de realização da identidade humana como ser social. Neste, os interesses comuns também estão em jogo. Os riscos que surgem no carnaval normalmente estão ligados ao que vem dos interesses econômicos e a falta de educação para a verdadeira finalidade das festas, que é a vivência da dimensão lúdica do humano. A paz, a concórdia, a amizade, o respeito, a dança e a magia devem fazer parte deste tempo. É necessária a devida formação para o exercício destes comportamentos.
Outro grande risco deste período são as doenças sexualmente transmissíveis, dentre elas a Aids. A sífilis também surge como das grandes ameaças que deve ser prevenida pela maior das atitudes preventivas, que é a liberdade vivida com amor, pelo amor e no amor, que implica fidelidade e respeito ao outro. Por exemplo, esta última pode ser transmitida através do beijo. Ouvimos, amiúde, depoimentos de pessoas se vangloriando que beijaram vários outros em períodos de carnaval. E daí?! Um dos maiores desafios dos formadores das juventudes, mui especialmente dos pais, é orientar às futuras gerações para agirem com consciência de que suas atitudes implicam responsabilidades.
Por fim, que nestas festas carnavalescas de 2011, os muitos participantes se divirtam em paz e ponderando que tudo nos é permitido; porém, nem tudo nos convém. Se confraternizem com vossas famílias e amigos, sem esquecer o imenso amor que Deus tem por cada um. Sejam felizes hoje e sempre! Assim o seja!
Assinar:
Postagens (Atom)


