Nem sempre somos justos como deveríamos, mas precisamos amar a justiça. Ela é a virtude humana por excelência. É a verdade cardeal. Não se confunde com a mentira e os desvios de conduta e personalidade. É a força das pessoas de Boa Vontade que desejam um mundo mais humano e verdadeiro. Como não amar o que nos liberta de tantos males!
A Sagrada Escritura nos apresenta um presságio àqueles que reconhecem a beleza da justiça quando olhados pelos ímpios, em seus falsos raciocínios: “cerquemos o justo, porque nos incomoda e se opõe às nossas ações, nos censura as faltas contra a Lei, nos acusa de faltas contra a nossa educação” (Cf. Sb 2,12). Num mundo tão carente de referencias, o justo tem que confiar Naquele que é Fiel. A consistência da justiça é a certeza da sua imortalidade. O mal jamais vencerá. Por mais que tente (Cf. Lc 4, 1-13). Ele não tem sentido porque é fruto das ações humanas. Vem a ser realidade quando aceito como escolha para fazer o mal e evitar o bem. Na atualidade há uma tendência cientifica e religiosa de relativizar o mal (ou pecado), interpretando-o social ou psicologicamente. Esta perspectiva eleva o nível de ódio e maldade no mundo. Diferente do que ideologicamente dizem, a tentativa de negar a existência do pecado, para se justificar a negação da existência de Deus, pela fracassada alocução de que “Ele morreu!”, é uma mentira. Quem disse que Ele está morto, já morreu! No entanto, cabe a ressalva de que as “imagens” de deuses, que são pregadas, estão maculando a verdade da Revelação. Em 1Jo 4,8 é afirmado que “Deus é amor”. A verdadeira fidelidade brota dum coração que ama. Dizer que o mundo e as pessoas estão carentes de Deus é reconhecer que elas estão necessitando de Amor. Vejamos o que nos mandou Jesus: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Cf. Jo 13,34-35). É a grande mensagem do Cristianismo à Humanidade.
O mistério pascal que estamos para celebrar nos confirma na Fé, e nos assegura que a “iniqüidade” será esmagada pelo Poder do Redentor. O mal sempre quer ferir o próximo, esquecendo que este é imagem e semelhança de Deus. A dignidade humana, para nós cristãos, tem este fundamento como norte de reflexão e verdade da Esperança. A certeza da vitória da vida sobre a morte é a único elemento que é Luz para os seres humanos. Não estamos tratando de fundamentalismos; mas do Fundamento, que é Cristo. Ele diz que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Cf. Jo 14,6). “Todo o que Nele crê tem a vida eterna” (Cf. Jo 3,15).
Eis porque vale à pena acreditar na Justiça! Não só porque ela concede a cada um, o que lhe é próprio. A falsa alegria do mal se agarra desesperadamente à possibilidade da cegueira da justiça. Contudo, o salmista canta a respeito do ímpio: “ei-lo gerando a iniqüidade: concebe a maldade e dá à luz a mentira. Ele cava e aprofunda um buraco, mas cai na cova que fez. Sua maldade se volta contra ele, sobre o crânio lhe cai a própria violência. Eu agradeço a Iahweh pela sua justiça, e toco ao nome do Altíssimo” (Cf. Sl 7,15-18). Boa Semana Santa para todos e confiem em Deus! Assim o seja!
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sábado, 9 de abril de 2011
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Quem é homofóbico?
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O papa Paulo VI certa vez afirmou que uma questão preocupante é que o homem moderno perdeu a consciência do pecado. Esta inquietação é de suma relevância a compreensão do sentido da vida para o homem Posmoderno. Este, por sua vez, perdeu os referenciais institucionais. Só que sua historicidade exige uma relação autoconfirmadora da identidade social. A Igreja católica é uma instituição que existe para evangelizar. O mesmo pontífice relaciona a dinâmica da evangelização com a promoção humana. A Igreja é perita em humanidade. Isto porque o divino se fez homem para que o homem pudesse ser divino, e este mesmo homem é chamado diariamente à conversão.
Atualmente as “minorias” têm muitos recursos para fazer suas manifestações. Elas querem criar uma nova ordem sistêmica. Como este cenário, vale a pena uma visualização apocalíptica! Muitos cordeiros serão imolados, porque se busca respeito, mas respeitar que é bom, nem pensar! Aliás, quem não se respeita e nem tem auto-estima nunca será capaz de acolher também o diferente! Depois daquela frase da jovem paulista pedindo para que alguém matasse um nordestino, o tema sobre o preconceito veio novamente à tona. Mas como negar que todo mundo tem “pré-conceitos”. Esta tendência faz parte da contingencialidade humana. O homem precisa ser lobo do outro homem; o outro será sempre o seu inferno; se existe o evolucionismo biológico, o social será uma realidade do transcendente para o transcendental. Todo mundo tem esses pressupostos, que normalmente são gnosiológicos, subjetivos e, por isso, culturais. Niklas Luhmann (autor alemão) analisa a evolução de ordens sistêmicas que evolutivamente dão sentido e se constroem na História. Estamos passando por uma nova metamorfose cultural, mesmo sem uma configuração identificada do tipo de construção civilizatória que queremos. O que os filósofos da ciência chamaram de paradigmas, os da área de humanidades ressignificaram para falar que está sendo travestido o que é humano e sempre demasiadamente humano. A única realidade que pode identificar ela mesma é o próprio ser humano. Todas as pessoas merecem respeito, todas! Suas tradições, seus costumes, seus valores, sua história, seus ideais... Este conflito no Estado de Direito sempre vai existir. Mas se vivemos numa democracia, como conceber que uma minoria sufoque o que é próprio da maioria?! O que se sabe é que tem muito dinheiro rolando por trás destes movimentos. Os defensores dos direitos das minorias, que verdadeiramente merecem todo respeito porque são filhos de Deus, se utilizam bem destas “oportunidades” para angariar muitos recursos e que nem sempre são aplicados como realmente deveriam. Os homossexuais, travestis, lésbicas e outros, sem perceber, muitas vezes são usados para manter a situação satisfatória de muitas pessoas sem escrúpulos e princípios éticos. Ninguém diga que reunir pessoas que são usadas como fantoches para que alguns sejam promovidos parasitariamente é o que vai levar dignidade a uma pessoa que por questões biológicas, sociais ou psicológicas tem um modo de viver diferente e que necessita de acolhimento, antes como filho(a) muito amado(a), apesar de seu pecado! Todos os seres humanos têm uma tendência para praticar o mal, todos! Isto não é um privilégio de quem é branco ou negro, hetero ou homo, rico ou pobre etc, mas Cristo morreu por todos. Isto não é fundamentalismo religioso e, quiçá, possa ser! Quem não tem fundamentos, quem é e o que é? Quem poderia dizer diferente que o diga... Mas os elementos estão postos e quem tem outros pontos de vista porque não os defende com honradez e honestidade? Não respeita mais os outros? Por que violenta os sentimentos religiosos e íntimos dos demais?
Homofóbico é quem não diz ao homossexual e outras minorias que eles precisam ter mais hombridade, porque são dignos filhos de Deus e podem ser reconhecidos pelo trabalho; pela busca de educação; pela competência; pelo amor a família e etc, e não pela vulgaridade; violência; desrespeito pelos valores dos outros, também; ou se esquecem disto!?
Por fim, busquem seus direitos, porém, não esqueçam de respeitar o que é dos outros! Uma ordem que se pretende humana, nunca maltratará o que verdadeiramente humano. Tem muito mercenário se dizendo protetor das causas quase impossíveis. Cuidado! Diga com quem andas que todos vos dirão quem és... Assim o seja!
Atualmente as “minorias” têm muitos recursos para fazer suas manifestações. Elas querem criar uma nova ordem sistêmica. Como este cenário, vale a pena uma visualização apocalíptica! Muitos cordeiros serão imolados, porque se busca respeito, mas respeitar que é bom, nem pensar! Aliás, quem não se respeita e nem tem auto-estima nunca será capaz de acolher também o diferente! Depois daquela frase da jovem paulista pedindo para que alguém matasse um nordestino, o tema sobre o preconceito veio novamente à tona. Mas como negar que todo mundo tem “pré-conceitos”. Esta tendência faz parte da contingencialidade humana. O homem precisa ser lobo do outro homem; o outro será sempre o seu inferno; se existe o evolucionismo biológico, o social será uma realidade do transcendente para o transcendental. Todo mundo tem esses pressupostos, que normalmente são gnosiológicos, subjetivos e, por isso, culturais. Niklas Luhmann (autor alemão) analisa a evolução de ordens sistêmicas que evolutivamente dão sentido e se constroem na História. Estamos passando por uma nova metamorfose cultural, mesmo sem uma configuração identificada do tipo de construção civilizatória que queremos. O que os filósofos da ciência chamaram de paradigmas, os da área de humanidades ressignificaram para falar que está sendo travestido o que é humano e sempre demasiadamente humano. A única realidade que pode identificar ela mesma é o próprio ser humano. Todas as pessoas merecem respeito, todas! Suas tradições, seus costumes, seus valores, sua história, seus ideais... Este conflito no Estado de Direito sempre vai existir. Mas se vivemos numa democracia, como conceber que uma minoria sufoque o que é próprio da maioria?! O que se sabe é que tem muito dinheiro rolando por trás destes movimentos. Os defensores dos direitos das minorias, que verdadeiramente merecem todo respeito porque são filhos de Deus, se utilizam bem destas “oportunidades” para angariar muitos recursos e que nem sempre são aplicados como realmente deveriam. Os homossexuais, travestis, lésbicas e outros, sem perceber, muitas vezes são usados para manter a situação satisfatória de muitas pessoas sem escrúpulos e princípios éticos. Ninguém diga que reunir pessoas que são usadas como fantoches para que alguns sejam promovidos parasitariamente é o que vai levar dignidade a uma pessoa que por questões biológicas, sociais ou psicológicas tem um modo de viver diferente e que necessita de acolhimento, antes como filho(a) muito amado(a), apesar de seu pecado! Todos os seres humanos têm uma tendência para praticar o mal, todos! Isto não é um privilégio de quem é branco ou negro, hetero ou homo, rico ou pobre etc, mas Cristo morreu por todos. Isto não é fundamentalismo religioso e, quiçá, possa ser! Quem não tem fundamentos, quem é e o que é? Quem poderia dizer diferente que o diga... Mas os elementos estão postos e quem tem outros pontos de vista porque não os defende com honradez e honestidade? Não respeita mais os outros? Por que violenta os sentimentos religiosos e íntimos dos demais?
Homofóbico é quem não diz ao homossexual e outras minorias que eles precisam ter mais hombridade, porque são dignos filhos de Deus e podem ser reconhecidos pelo trabalho; pela busca de educação; pela competência; pelo amor a família e etc, e não pela vulgaridade; violência; desrespeito pelos valores dos outros, também; ou se esquecem disto!?
Por fim, busquem seus direitos, porém, não esqueçam de respeitar o que é dos outros! Uma ordem que se pretende humana, nunca maltratará o que verdadeiramente humano. Tem muito mercenário se dizendo protetor das causas quase impossíveis. Cuidado! Diga com quem andas que todos vos dirão quem és... Assim o seja!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
É melhor ser ouvido
Nos vários recantos do País o Povo se prepara para escolher os seus representantes no exercício do Poder. Alguém, logo poderia rebater esta afirmação, que esse mesmo Povo não está ciente disto; contudo, essa continua sendo a realidade. As vontades são concedidas aos políticos para que os mesmos façam e efetivem o bem da coletividade. Se a pilantragem existe, eis aí outra questão que só caberá aos eleitores tomarem a iniciativa de mudar para melhor. Contudo, vale a indicação sempre necessária duma reformulação do pensar social que torne viável uma democracia fundada nas aptidões humanas fundamentais, como por exemplo, o respeito pela vida, desde a sua concepção até a sua morte natural, educação, moradia, segurança, lazer, comida, saúde e tantos outros bens necessários à integração física, psicológica e social das pessoas.
Quando vemos cidadãos muitas vezes até de formação acadêmica elevada, que vivem aplaudindo políticos despreparados, mesmo sabendo que eles mentem deslavadamente e sem nenhuma proposta legislativa e executiva enganam à massa sofrida, é que é decepcionante! Não adianta se enganar com o engano. Elogiar um incompetente com palmas e assovios é próprio da alienação infiltrada nos meios populares. Não existe líder enganador. Ele é só um aproveitador. Nós estamos na Era da mediocridade. Os valores perderam os fundamentos, que se relativizaram. O sentido da vida só é nutrido pela Verdade e esse horizonte para o qual todos queremos nos encaminhar. Porque alimentar uma mentira quando nós desejamos só a verdade?! A esquizofrenia está acontecendo justamente neste ponto. No mundo da política está sendo apresentado o perfil de líder que é aplaudido para ser ouvido e não ouvido para ser ovacionado. Agora isto sucede por que?! A política naufragou na mentira e agora tem sérias dificuldades para se restabelecer. Há quem diga que a democracia brasileira é uma pilhéria. Sem dúvida porque o nosso povo não é preparado para votar e nem para ser votado. Por incrível que pareça, uma pessoa de caráter tem vergonha de ser político nas nossas comunidades. Sem dúvida isto é terrível para quem sonha ver no poder que emana dos anseios do Povo uma esperança de pensar num melhor, onde a solidariedade e a justiça possam acontecer. Ressalto que esta discussão vale também para os ambientes eclesiais. Nesta situação o elemento indubitável para que esta trans formação aconteça existe, que é a Palavra de Deus. Basta conferir todos os discursos de Jesus sobre o Reino de Deus e o que ele significa. Um cristão não deve nunca se contentar em elogiar e se emparelhar com a mentira. “Às vezes acontece de até sacerdotes entrarem por esta linha; mas, o que se observa é que logo perdem a credibilidade da própria comunidade que deveria ouvi-lo e não só elogiá-lo, isto porque as palmas podem ser fruto da retórica enquanto que a escuta só acontece pela força do testemunho de vida”.
Sendo assim, vamos dar passos para que as nossas vidas, que têm sempre sua dimensão política, possam ser sinais da verdade que liberta os seres humanos das suas próprias mentiras que só lhe fazem sofrer e a seus semelhantes. O Cristão não se contenta com o seu próprio bem; mas sim, com a alegria de todos aqueles que são convidados a participar das festas dos filhos de Deus. Por isso, votemos conscientes e não batamos palmas para os mentirosos e medíocres de carteirinha. Vamos exigir mudanças qualitativas e quantitativas na ação política de nossos representantes. Assim o seja!
Quando vemos cidadãos muitas vezes até de formação acadêmica elevada, que vivem aplaudindo políticos despreparados, mesmo sabendo que eles mentem deslavadamente e sem nenhuma proposta legislativa e executiva enganam à massa sofrida, é que é decepcionante! Não adianta se enganar com o engano. Elogiar um incompetente com palmas e assovios é próprio da alienação infiltrada nos meios populares. Não existe líder enganador. Ele é só um aproveitador. Nós estamos na Era da mediocridade. Os valores perderam os fundamentos, que se relativizaram. O sentido da vida só é nutrido pela Verdade e esse horizonte para o qual todos queremos nos encaminhar. Porque alimentar uma mentira quando nós desejamos só a verdade?! A esquizofrenia está acontecendo justamente neste ponto. No mundo da política está sendo apresentado o perfil de líder que é aplaudido para ser ouvido e não ouvido para ser ovacionado. Agora isto sucede por que?! A política naufragou na mentira e agora tem sérias dificuldades para se restabelecer. Há quem diga que a democracia brasileira é uma pilhéria. Sem dúvida porque o nosso povo não é preparado para votar e nem para ser votado. Por incrível que pareça, uma pessoa de caráter tem vergonha de ser político nas nossas comunidades. Sem dúvida isto é terrível para quem sonha ver no poder que emana dos anseios do Povo uma esperança de pensar num melhor, onde a solidariedade e a justiça possam acontecer. Ressalto que esta discussão vale também para os ambientes eclesiais. Nesta situação o elemento indubitável para que esta trans formação aconteça existe, que é a Palavra de Deus. Basta conferir todos os discursos de Jesus sobre o Reino de Deus e o que ele significa. Um cristão não deve nunca se contentar em elogiar e se emparelhar com a mentira. “Às vezes acontece de até sacerdotes entrarem por esta linha; mas, o que se observa é que logo perdem a credibilidade da própria comunidade que deveria ouvi-lo e não só elogiá-lo, isto porque as palmas podem ser fruto da retórica enquanto que a escuta só acontece pela força do testemunho de vida”.
Sendo assim, vamos dar passos para que as nossas vidas, que têm sempre sua dimensão política, possam ser sinais da verdade que liberta os seres humanos das suas próprias mentiras que só lhe fazem sofrer e a seus semelhantes. O Cristão não se contenta com o seu próprio bem; mas sim, com a alegria de todos aqueles que são convidados a participar das festas dos filhos de Deus. Por isso, votemos conscientes e não batamos palmas para os mentirosos e medíocres de carteirinha. Vamos exigir mudanças qualitativas e quantitativas na ação política de nossos representantes. Assim o seja!
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Os meios de comunicação e ética profissional
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Na contemporaneidade os meios de comunicação são de suma importância para a formação da mentalidade de que o mercado liberal e suas adjacências são necessários para a felicidade do homem. Eles fortalecem o sistema e, em contrapartida, são fortalecidos por este. Há uma conveniência de interesses e auto-sustentação. Estes instrumentos influenciam diretamente no poder de consumo da sociedade. Hoje, mais do que nunca, estes veículos, que se distanciam cada vez mais da sua principal finalidade, que é de informar a 'Verdade', enveredam pelas vias dos interesses de grupos empresariais, grupos políticos, especuladores da economia, contadores de 'estórias'etc, ou seja, mostram à sociedade o superficial como se fosse essencial e real.
O Papa João Paulo II, de saudosa memória, quando escreveu aos responsáveis pelas comunicações sociais disse que "o desenvolvimento positivo dos meios de comunicação a serviço do bem comum é uma responsabilidade de todos e de cada um. Pelos fortes laços que os meios de comunicação têm com a economia, com a política e com a cultura, é necessário um sistema de gestão que esteja em condição de salvaguardar a centralidade e a dignidade da pessoa, o primado da família, célula fundamental da sociedade, e a correta relação entre os diversos sujeitos". Mas como essa conciliação vai acontecer se estes meios de comunicação estão se prostituindo cada vez mais, já que normalmente já nascem dentro de esquemas corroídos por muitos que precisam 'disfarçar o real pelo virtual'? Estes dilemas nos impõem uma reflexão. O Papa diz que algumas escolhas são necessárias e são redutíveis a três opções fundamentais: a) formação, b) participação e c) diálogo.
"Em primeiro lugar, é preciso uma vasta obra 'formativa' para fazer com que os meios de comunicação sejam conhecidos e usados consciente e devidamente. As novas linguagens por eles introduzidas modificam os processos de aprendizagem e a qualidade das relações humanas, e, por isso, sem uma formação adequada corre-se o risco de que eles, em vez de estarem a serviço das pessoas, cheguem a instrumentalizá-las e condicioná-las inadequadamente. Em segundo lugar, diz o pontífice, quero chamar a atenção sobre o acesso aos meios de comunicação e sobre a participação co-responsável na sua gestão. Se as comunicações sociais são um bem destinado a toda humanidade, são encontradas formas sempre atualizadas para tornar possível uma participação ampla na sua gestão, também através de oportunas providências legislativas. É preciso fazer crescer a cultura da co-corresponsabilidade. Por último, não são esquecidas as grandes potencialidades que os meios de comunicação têm para favorecer o diálogo, tornando-se veículos de conhecimento recíproco, de solidariedade e de paz (João Paulo II)".
Por fim, estas inquietações podem fazer parte da vida daqueles que ainda tem responsabilidade profissional. Mesmo dentro de estruturas massificantes e permeadas de grandes confrontos morais, ainda há a possibilidade de que a liberdade de consciência ilumine a vida e a dignidade de muitos profissionais amantes da Verdade. Ela tem uma fonte e, esta, é inesgotável. Quando não aparece de um modo, aparece de outro. Os desmandos e estratagemas da mediocridade não podem perpetuar o que é próprio da leviandade. Sendo assim, confiemos que esses maravilhosos mecanismos mostrem ao mundo o que realmente vale a pena ser visto. Assim o seja!
O Papa João Paulo II, de saudosa memória, quando escreveu aos responsáveis pelas comunicações sociais disse que "o desenvolvimento positivo dos meios de comunicação a serviço do bem comum é uma responsabilidade de todos e de cada um. Pelos fortes laços que os meios de comunicação têm com a economia, com a política e com a cultura, é necessário um sistema de gestão que esteja em condição de salvaguardar a centralidade e a dignidade da pessoa, o primado da família, célula fundamental da sociedade, e a correta relação entre os diversos sujeitos". Mas como essa conciliação vai acontecer se estes meios de comunicação estão se prostituindo cada vez mais, já que normalmente já nascem dentro de esquemas corroídos por muitos que precisam 'disfarçar o real pelo virtual'? Estes dilemas nos impõem uma reflexão. O Papa diz que algumas escolhas são necessárias e são redutíveis a três opções fundamentais: a) formação, b) participação e c) diálogo.
"Em primeiro lugar, é preciso uma vasta obra 'formativa' para fazer com que os meios de comunicação sejam conhecidos e usados consciente e devidamente. As novas linguagens por eles introduzidas modificam os processos de aprendizagem e a qualidade das relações humanas, e, por isso, sem uma formação adequada corre-se o risco de que eles, em vez de estarem a serviço das pessoas, cheguem a instrumentalizá-las e condicioná-las inadequadamente. Em segundo lugar, diz o pontífice, quero chamar a atenção sobre o acesso aos meios de comunicação e sobre a participação co-responsável na sua gestão. Se as comunicações sociais são um bem destinado a toda humanidade, são encontradas formas sempre atualizadas para tornar possível uma participação ampla na sua gestão, também através de oportunas providências legislativas. É preciso fazer crescer a cultura da co-corresponsabilidade. Por último, não são esquecidas as grandes potencialidades que os meios de comunicação têm para favorecer o diálogo, tornando-se veículos de conhecimento recíproco, de solidariedade e de paz (João Paulo II)".
Por fim, estas inquietações podem fazer parte da vida daqueles que ainda tem responsabilidade profissional. Mesmo dentro de estruturas massificantes e permeadas de grandes confrontos morais, ainda há a possibilidade de que a liberdade de consciência ilumine a vida e a dignidade de muitos profissionais amantes da Verdade. Ela tem uma fonte e, esta, é inesgotável. Quando não aparece de um modo, aparece de outro. Os desmandos e estratagemas da mediocridade não podem perpetuar o que é próprio da leviandade. Sendo assim, confiemos que esses maravilhosos mecanismos mostrem ao mundo o que realmente vale a pena ser visto. Assim o seja!
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