Uma comunidade que não cuida das suas crianças e dos seus jovens não tem futuro. Isto não é vã filosofia. Venho insistindo em sermões e admoestações às assembléias. Aliás, a Igreja sempre pensou na juventude como uma prioridade. Na atualidade mais do que nunca. Basta pensarmos no significado das jornadas mundiais da juventude, que por sinal a próxima está para acontecer na Espanha.
No nosso município vai acontecer a “II Conferencia da Juventude”. Espero que seja para o bem das nossas juventudes! Isto mesmo. Na nossa realidade, como nos vários recantos do nosso País, se fala de juventudes. Existe a juventude campesina, a juventude digital, a juventude marginalizada, a juventude desempregada etc. A importância deste encontro dos dias 5 e 6 de Setembro consiste na escuta, interpretação e síntese dos anseios, sonhos e esperanças duma juventude que precisa e merece a nossa mais sincera preocupação. No entanto, tenho duas ponderações, a saber:
1) Parabenizar quem teve a iniciativa de pensar esta conferência como algo necessário para pensar o bem das nossas juventudes e as políticas públicas que venham concretizá-lo no nosso município, tão atrasado política e socialmente;
2) Lembrar a todos que este evento não pode ser só e somente só uma artimanha que esteja sendo pensada só por causa das próximas eleições para o executivo e o legislativo municipais. Seria uma atitude mesquinha e nada louvável;
Os jovens que estão participando deste processo, com certeza, estão cientes disto. Não tenho dúvida que são maravilhosos e muito inteligentes. Queridos jovens, vocês têm uma força tremenda. O presente e o futuro podem ser de vocês. Aproveitem todas as oportunidades que Deus vos apresentar para vossa felicidade. Pois Dele só pode vir o belo e o bem, porque Ele é Amor. Analisem a conjuntura sócio, política e econômica do Município. Proponham e cobrem ações que verdadeiramente venham para possibilitar melhores condições de vida para nossas juventudes, hoje e amanhã. O projeto a ser traçado não pode ser partidário.
Por fim, independente de qualquer situação, a Igreja(s) estará sempre do vosso lado e com palavras de vida e esperança para todos. Cristo vos ama e vos garante a plena alegria. Contem comigo, sejam felizes e mãos a obra! Assim o seja!
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
O profetismo e a cultura posmoderna
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Um dos temas mais abordados pelos pensadores sociais da atualidade é a Posmodernidade. Diria até que é um tema transversal. Filósofos, sociólogos, psicólogos e antropólogos, o vêem como a questão que coloca o humano diante do dilema de quem ele é e que papel ocupa na nova ordem civilizatória. Digo nova porque, mesmo sem definição e fronteira históricas, tem elementos idiossincráticos ao seu dinamismo, como por exemplo a força e o poder avassaladores que têm hoje os “meios de comunicação sociais”. Com a reviravolta epistemológica orquestrada por René Descartes e aprofundada por Kant, a Modernidade lançará suas redes no individuo como sujeito-objeto e objeto-sujeito de tudo que o rodeia e que está sob seu jugo. Este dado é suficiente para o direcionamento racional da propositiva.
As instituições estão a passar também por uma crise de identidade. Os estados entram na armadilha de querer agradar a todos. A crise política do Oriente Médio, com toda sua tradição teocrática, instigou as movimentações de grupos nos outros recantos do mundo. Aí eclodem as variadas formas de pressão da opinião pública e da classe política para que tantos direitos, e espero que deveres, sejam reconhecidos. Transparece uma insatisfação com o já existente e o desejo de que novas ordens sistêmicas sejam institucionalizadas. No entanto, a discussão de maior relevância ainda não foi chamada em causa, que é a urgente e necessária existência da Tolerância. Mesmo sendo uma temática abordada na modernidade, fruto da reflexão política e filosófica sobre o estado moderno; ela continua fundamental para que a maturação das decisões, presentes e futuras, cheguem a bom termo de eficiência e eficácia.
Uma impostação que não considero, em hipótese alguma ingênua e a mais necessária de todas e, por isso, profundamente profética na Posmodernidade, é a máxima de Jesus: “o que vocês desejam que os outros lhes façam, também vocês devem fazer a eles” (cf. Lc 6,31). Eis um ensinamento que configura e sintetiza que tipo de profetismo pode ser anunciado na Posmodernidade. Esta cultura não pode querer ser só institucional nem só individual; mas sim relacional, que, por sua, vez só será possível se existir respeito mútuo entre as pessoas, as instituições e os povos. Para aqueles que fogem do discurso religioso esta Tolerância pode soar como via alienadora e alienante que precisa ser superada e abolida pelo dogmático e absolutista estado laico. Para estes a luta estratificada e revoltosa é que trará concretização das tantas e minoritárias buscas dos componentes dos grupos. Neste cenário, vem o “Homem Revoltado” de Albert Camus. O indignado com a injustiça do real. Isto particularmente deveria nos chamar à atenção, sendo que, nas religiões monoteístas o profeta também era este inquieto que representava os interesses de grupos não atendidos pela religião dominante institucionalizada (cf. Pierre Bourdieu).
O profetismo para o mundo de hoje continua sendo necessário; mas sem os embasamentos ideológicos e relativistas, que violentam a realidade e as pessoas. A orientação de Jesus Cristo é a mais profética e atual de todos os tempos, pois não violenta o pessoal nem o coletivo. Mudemos os nossos corações e conseguiremos redirecionar nossas atitudes para que haja convivência pacífica e respeitosa de todos os Seres Humanos. Assim o seja!
As instituições estão a passar também por uma crise de identidade. Os estados entram na armadilha de querer agradar a todos. A crise política do Oriente Médio, com toda sua tradição teocrática, instigou as movimentações de grupos nos outros recantos do mundo. Aí eclodem as variadas formas de pressão da opinião pública e da classe política para que tantos direitos, e espero que deveres, sejam reconhecidos. Transparece uma insatisfação com o já existente e o desejo de que novas ordens sistêmicas sejam institucionalizadas. No entanto, a discussão de maior relevância ainda não foi chamada em causa, que é a urgente e necessária existência da Tolerância. Mesmo sendo uma temática abordada na modernidade, fruto da reflexão política e filosófica sobre o estado moderno; ela continua fundamental para que a maturação das decisões, presentes e futuras, cheguem a bom termo de eficiência e eficácia.
Uma impostação que não considero, em hipótese alguma ingênua e a mais necessária de todas e, por isso, profundamente profética na Posmodernidade, é a máxima de Jesus: “o que vocês desejam que os outros lhes façam, também vocês devem fazer a eles” (cf. Lc 6,31). Eis um ensinamento que configura e sintetiza que tipo de profetismo pode ser anunciado na Posmodernidade. Esta cultura não pode querer ser só institucional nem só individual; mas sim relacional, que, por sua, vez só será possível se existir respeito mútuo entre as pessoas, as instituições e os povos. Para aqueles que fogem do discurso religioso esta Tolerância pode soar como via alienadora e alienante que precisa ser superada e abolida pelo dogmático e absolutista estado laico. Para estes a luta estratificada e revoltosa é que trará concretização das tantas e minoritárias buscas dos componentes dos grupos. Neste cenário, vem o “Homem Revoltado” de Albert Camus. O indignado com a injustiça do real. Isto particularmente deveria nos chamar à atenção, sendo que, nas religiões monoteístas o profeta também era este inquieto que representava os interesses de grupos não atendidos pela religião dominante institucionalizada (cf. Pierre Bourdieu).
O profetismo para o mundo de hoje continua sendo necessário; mas sem os embasamentos ideológicos e relativistas, que violentam a realidade e as pessoas. A orientação de Jesus Cristo é a mais profética e atual de todos os tempos, pois não violenta o pessoal nem o coletivo. Mudemos os nossos corações e conseguiremos redirecionar nossas atitudes para que haja convivência pacífica e respeitosa de todos os Seres Humanos. Assim o seja!
sábado, 7 de maio de 2011
A paz é dom de Deus
Como é bom estar em paz! Ela é dom de Deus. É algo que nos é concedido para que possamos experienciar a presença do Eterno tornado presente, em nós. Eis porque a consideramos como mais pura gratuidade do Senhor. Infelizmente ainda há quem não a ame. Por sinal, a primeira etapa para possessão de tão maravilhosa dádiva é o desejo de buscá-la e, conseqüentemente, possuí-la.
Na liturgia do II domingo da Páscoa, Jesus Cristo nos diz: “a paz esteja convosco!” (Jo 20,20). Acolhamos a paz. O nosso salvador no-la concedeu. Quem seria tão insensato em não a querer?! Nenhum tesouro do mundo paga a alegria de estarmos em paz. Quem acolhe a presença de Jesus Cristo encontrará a verdadeira e única paz. Sem ela, nós, famílias, escolas e várias outras instituições, não lograremos o verdadeiro significado da justiça. A Doutrina Social da Igreja afirma que a paz é fruto da justiça. Parafraseando Rui Barbosa, podemos dizer que “sem Deus não há justiça”, e claro que como cristão que era, se refere ao Deus Pai de Jesus. Nós continuamos a pregar e anunciar esse Deus.
Nos deparamos constantemente com a problemática da Segurança Pública. A Carta Magna assevera que é dever do Estado garanti-la aos cidadãos. Por causa dos desmandos da política brasileira, o texto constitucional não está sendo respeitado. Mas, por isso, vamos deixar de lutar por ela? Claro que não! Façamos uma corrente pela paz. Formemos uma cultura da paz. Que as nossas palavras, ações, discursos e intentos, venham nos auxiliar e orientar para esta Terra Prometida! É isto mesmo. A paz tem que ser para cada pessoa um lugar, uma Utopia, que tem espaço e tempo. No mundo, nas civilizações, nos países, estados, municípios, mui especialmente o nosso, digamos como o Mestre e Senhor: a paz esteja convosco!
A Mídia mundial divulga e verbaliza a morte de Bin Laden. Para quem matou isto é esperança de possível redirecionamento das relações entre os grupos extremistas do Islã. Para quem reelabora o acontecimento numa outra perspectiva, isto será estopim para retomada dos ataques terroristas. O mundo se volta para o fato e se pergunta o que realmente aconteceu e qual o simbolismo desta epopéia globalizada. Estudiosos da filosofia política, considerando interdisciplinarmente, o estado da questão, consideram necessário o papel da religião como ponto de equilíbrio para consecução da paz. E ninguém instrumentalize a discussão confundindo fundamentalismo religioso, que obscurece a racionalidade da religião, com a via da racionalidade da religião, que na modernidade oferece aos sujeitos as condições de interação que possibilitam o respeito mútuo.
Por fim, que reine entre nós o desejo de estarmos em paz, conosco, com os outros e com Deus! Assim o seja!
Na liturgia do II domingo da Páscoa, Jesus Cristo nos diz: “a paz esteja convosco!” (Jo 20,20). Acolhamos a paz. O nosso salvador no-la concedeu. Quem seria tão insensato em não a querer?! Nenhum tesouro do mundo paga a alegria de estarmos em paz. Quem acolhe a presença de Jesus Cristo encontrará a verdadeira e única paz. Sem ela, nós, famílias, escolas e várias outras instituições, não lograremos o verdadeiro significado da justiça. A Doutrina Social da Igreja afirma que a paz é fruto da justiça. Parafraseando Rui Barbosa, podemos dizer que “sem Deus não há justiça”, e claro que como cristão que era, se refere ao Deus Pai de Jesus. Nós continuamos a pregar e anunciar esse Deus.
Nos deparamos constantemente com a problemática da Segurança Pública. A Carta Magna assevera que é dever do Estado garanti-la aos cidadãos. Por causa dos desmandos da política brasileira, o texto constitucional não está sendo respeitado. Mas, por isso, vamos deixar de lutar por ela? Claro que não! Façamos uma corrente pela paz. Formemos uma cultura da paz. Que as nossas palavras, ações, discursos e intentos, venham nos auxiliar e orientar para esta Terra Prometida! É isto mesmo. A paz tem que ser para cada pessoa um lugar, uma Utopia, que tem espaço e tempo. No mundo, nas civilizações, nos países, estados, municípios, mui especialmente o nosso, digamos como o Mestre e Senhor: a paz esteja convosco!
A Mídia mundial divulga e verbaliza a morte de Bin Laden. Para quem matou isto é esperança de possível redirecionamento das relações entre os grupos extremistas do Islã. Para quem reelabora o acontecimento numa outra perspectiva, isto será estopim para retomada dos ataques terroristas. O mundo se volta para o fato e se pergunta o que realmente aconteceu e qual o simbolismo desta epopéia globalizada. Estudiosos da filosofia política, considerando interdisciplinarmente, o estado da questão, consideram necessário o papel da religião como ponto de equilíbrio para consecução da paz. E ninguém instrumentalize a discussão confundindo fundamentalismo religioso, que obscurece a racionalidade da religião, com a via da racionalidade da religião, que na modernidade oferece aos sujeitos as condições de interação que possibilitam o respeito mútuo.
Por fim, que reine entre nós o desejo de estarmos em paz, conosco, com os outros e com Deus! Assim o seja!
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