Santo Antonio nasceu em Lisboa, Portugal, com o nome de Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo, em 15 de Agosto de 1195. Morreu dia 13 de Junho de 1231. Frei Antonio tinha apenas 36 anos de idade. O Povo brasileiro, assim como o português, inclui nas virtudes do santo que se festeja a 13 de Junho, a de “milagroso casamenteiro”. Haverá quem diga que descobrir um noivo arisco é atribuição do advogado das causas perdidas. E Santo Antonio é, também, como se sabe o advogado das coisas inencontráveis.
O catecismo da Igreja católica lembra que “a aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento, por Cristo Senhor (cf. CIC, 1601)”. Disto se infere três dimensões da aliança que fundamentais para a realização humana e vocacional do Homem e da Mulher, a saber: 1) A comunhão de vida dos cônjuges; 2) O bem dos mesmos e 3) A geração e educação dos filhos.
1) Base teológica para a relação conjugal é o amor Uno e Trino. Deus é amor e quem permanece no amor, permanece em Deus (cf. 1Jo 4,8). O amor tem sua fonte no próprio amor. A Trindade é a fonte da comunhão. O Outro é o meio pelo este se manifesta e se realiza. Uma das grandes lacunas que levam à crise a vida matrimonial, na atualidade, é o fato de que o materialismo exacerbado menosprezou o que, só na pessoa, não tem consistência permanente. O que inquieta a vida humana é sua imanência que olha para o transcendente. Nas relações humanas o Eu terá sempre uma abertura para o Tu, que pela integração biológica, psicológica e espiritual forma um Nós, em comunhão de vida e amor.
2) O bem é a felicidade do Homem e da Mulher que desejam estabelecer o seu novo lar. A sua doação é o futuro da sociedade. “Sem casamento entre um Homem e uma Mulher o futuro da sociedade está comprometido”. Como falar duma integração humanizada e antropologicamente equilibrada sem relação “biológica”, psicológica e espiritual. A felicidade não dispensa a condição humana; mas, ao contrário, do que a ditadura do relativismo está querendo injetar, é a condição sem a qual o humano possa ser verdadeiramente civilizado, tanto objetiva como subjetivamente.
3) A geração e educação dos filhos é conseqüência existencial do casal que amando se doa para gerar a comunhão que, por sua vez, promove e zela pela vida. Os filhos são fruto do amor. Aqui vale incentivar e agradecer a Deus pelas atitudes dos homens e mulheres casados que adotam e amam outras crianças! A vossa comunhão no diferente proporcionará o justo meio daquele(a) que for acolhido por vós. Deus vos abençoe!
Por fim, a sociedade precisa da família com aquilo que a identifica. Ela continua a ser o lugar por excelência de harmonização das personalidades. Os erros estruturais da cultura do ódio e das separações não podem ser vias interpretativas para a dissolução ideológica do grandioso valor do casamento e da família humana. O simbolismo religioso da figura deste franciscano é atual e provocante. Que Antonio, o santo casamenteiro, nos defenda disto! Assim o seja!
sábado, 12 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Pensar com a Igreja
“Quem está com a Igreja estar com o Povo, quem está contra o Povo estar contra a Igreja”. Eis uma afirmação teológica e politicamente razoável. A Igreja é o Povo de Deus (cf. Lumen Gentium, cap. II). Ela é a congregação dos consagrados a Deus, em Jesus Cristo, pela ação do Espírito Santo. Ela é o Corpo de Cristo (cf. CIC, 787-89). Esta comparação da Igreja com o corpo projeta uma luz sobre os laços íntimos entre a Igreja e Cristo. Ela não é somente congregada em torno dele; é unificada nele, no seu corpo (idem). Uma das muitas belezas da Igreja é comunhão. A fonte desta é a Trindade. Por isso que, historicamente ela está no mundo para evangelizar e tal ação consiste em anunciar o eterno amor de Deus pelos seus filhos. Eis um ponto que merece uma conseqüencial afirmação: “por mais pecadores que o sejamos, nenhum de nós, seres humanos, é filho do Mal; mas somos filhos de Deus”.
“A Igreja é, em Cristo, como que o sacramento ou sinal e instrumento da união com Deus e da unidade de todo o gênero humano (cf. LG, n. 1)”. Qual é a outra instituição que tem tal princípio como base segura para consecução da unidade na diversidade? A política como atitude humana e estatal de gerenciar a “res publica” passa por uma forte crise paradigmática. Há uma profunda e preocupante carência de lideres e políticos que tenham uma visão “eclesial” do simbólico presente na religião como meio de realização do que é coletivo. O individual é apolítico. Sem abertura para o Outro que mostra sua face na e com a comunidade não é possível uma prática pessoal que vise a sociedade. O caminho para uma ética do Bem Comum pode ser pensado, na atualidade, com esta proposta epistemológica. Quem ataca o que é corporificado é o vírus. A ação política das e nas comunidades está virulenta. Tal postura torna o corpo doente e mata as possibilidades de vida. A justiça gera a paz, que por sua vez, promove a vida. O desrespeito das condições que a dignificam não matam a Deus; mas destroem a Humanidade e seu habitat natural.
A Igreja, hoje, é chamada, mais uma vez, a ser profética ao defender a pessoa. Quem não respeita o que é comum e próprio da pessoa perfura com uma lança o coração de Cristo e o coração da Igreja. Por isso, pensemos com a Igreja e como a Igreja quando a mesma cuida e fala em favor da pessoa humana e quando estar ao lado dela, ou seja, sempre! Os solipsistas de plantão estão se perdendo e vão se perder ainda mais. Hoje quem não se une a Alguém perde o sentido do humano. O mundo está gritando por Deus porque não escuta sua Palavra. Existe uma confusão do que é subjetivo e do que é objetivo. Eis um dos dilemas filosóficos da Posmodernidade. O Homem precisa conciliar os dois mundos; contudo, não sabe como fazê-lo, nem por onde buscá-lo. O Cristianismo, ou mais propriamente Jesus Cristo, tem a resposta. Ela é radical porque tem um fundamento, que não se confunde com o fundamentalismo. A verdade de Cristo é a aquela da Revelação do amor amante e do amor que deve ser amado. A Humanidade necessita de lugares de encontro com esta verdade de Deus. O questionamento é: quem pode oferecê-los? A Igreja, pela sua Tradição kairótica, deve manifestar a bondade de Deus no tempo atual, sendo com o Povo e no meio do Povo este sacramento universal de salvação.
Por isso, podemos categoricamente dizer que quem está contra a Igreja estar contra o Povo; pois a Igreja é o Povo constituído por cada pessoa humana, deste a sua concepção até a sua morte natural. Os cristãos não podem dispensar esta real possibilidade eclesial e política. Assim o seja!
“A Igreja é, em Cristo, como que o sacramento ou sinal e instrumento da união com Deus e da unidade de todo o gênero humano (cf. LG, n. 1)”. Qual é a outra instituição que tem tal princípio como base segura para consecução da unidade na diversidade? A política como atitude humana e estatal de gerenciar a “res publica” passa por uma forte crise paradigmática. Há uma profunda e preocupante carência de lideres e políticos que tenham uma visão “eclesial” do simbólico presente na religião como meio de realização do que é coletivo. O individual é apolítico. Sem abertura para o Outro que mostra sua face na e com a comunidade não é possível uma prática pessoal que vise a sociedade. O caminho para uma ética do Bem Comum pode ser pensado, na atualidade, com esta proposta epistemológica. Quem ataca o que é corporificado é o vírus. A ação política das e nas comunidades está virulenta. Tal postura torna o corpo doente e mata as possibilidades de vida. A justiça gera a paz, que por sua vez, promove a vida. O desrespeito das condições que a dignificam não matam a Deus; mas destroem a Humanidade e seu habitat natural.
A Igreja, hoje, é chamada, mais uma vez, a ser profética ao defender a pessoa. Quem não respeita o que é comum e próprio da pessoa perfura com uma lança o coração de Cristo e o coração da Igreja. Por isso, pensemos com a Igreja e como a Igreja quando a mesma cuida e fala em favor da pessoa humana e quando estar ao lado dela, ou seja, sempre! Os solipsistas de plantão estão se perdendo e vão se perder ainda mais. Hoje quem não se une a Alguém perde o sentido do humano. O mundo está gritando por Deus porque não escuta sua Palavra. Existe uma confusão do que é subjetivo e do que é objetivo. Eis um dos dilemas filosóficos da Posmodernidade. O Homem precisa conciliar os dois mundos; contudo, não sabe como fazê-lo, nem por onde buscá-lo. O Cristianismo, ou mais propriamente Jesus Cristo, tem a resposta. Ela é radical porque tem um fundamento, que não se confunde com o fundamentalismo. A verdade de Cristo é a aquela da Revelação do amor amante e do amor que deve ser amado. A Humanidade necessita de lugares de encontro com esta verdade de Deus. O questionamento é: quem pode oferecê-los? A Igreja, pela sua Tradição kairótica, deve manifestar a bondade de Deus no tempo atual, sendo com o Povo e no meio do Povo este sacramento universal de salvação.
Por isso, podemos categoricamente dizer que quem está contra a Igreja estar contra o Povo; pois a Igreja é o Povo constituído por cada pessoa humana, deste a sua concepção até a sua morte natural. Os cristãos não podem dispensar esta real possibilidade eclesial e política. Assim o seja!
quarta-feira, 5 de maio de 2010
À mulher que é Mãe
Marcadores:
maternidade
Escrevo às mulheres que são mães. Elas são universais porque amam e cuidam daqueles que natural ou casualmente lhes foram confiados. O pressuposto da filiação será necessário para que nós nunca esqueçamos que a vocação da mulher é o amor; e aqui me permitam a diferenciação já que a intenção é saudá-las como “Mães”! A vocação da maternidade é um dos tantos dons que Deus concedeu às Evas da Humanidade. Por elas, a vida germina para o florescimento da visibilidade da imagem e semelhança que é o analógico de Deus na História.
O dia é um reconhecimento simbólico da sublime dignidade das mulheres. Nem todas as mulheres são mães; mas todas são filhas. A relação da feminilidade com a maternidade é intrínseca. O encantamento da filiação tem mais a nos dizer neste dia do que qualquer outra manifestação pública. As nossas mães são presente de Deus para todos nós. Obrigado Senhor pelas mães que temos! A Ti o nosso mais sincero agradecimento. Queremos que o mundo sinta que elas são importantes para nós e para o mundo. Muito palavreado sem amor e reconhecimento neste dia não valem tanto. O que elas desejam é o que todos os dias as pessoas amadas e que dão sentido a cada momento das nossas vidas merecem, que é gratidão e correspondência. Há tantos filhos que maltratam suas mães, na juventude e amiúde na velhice. Existem muitos filhos ingratos. Se me perguntarem as razões eu saberia dizer muitas; mas não as compreenderia! Existem situações de muito descaso por parte de muitos filhos. Graças a Deus, não é o trivial! Quem tem este tipo de atitude normalmente é por perturbações históricas e existenciais. Nestes casos é muito importante que haja amor e conversão. Quem não converte seu coração a Deus, também pode chegar a não valorizar uma mãe. Por parte de muita gente ainda há esta forma frustrante de relacionamento. Os filhos, ressentidos por causa de separações, infidelidades, violências, desamor e outros comportamentos, prejudicam a forma de amor que mais deve se assemelhar com o amor de Deus. Porém, por ser humano este também falha, porque há mães que tentam abortar ou pior matam suas próprias crias. Contudo, por ser mulher e estar aberta à vida toda mãe é chamada a ser sinal de amor na e para vida de seu filho.
No dia dedicado singelamente às mães, façamos a nossa mais pura e singela homenagem a elas. No momento, poderíamos nos perguntar que tipo de gestos estamos expressando para dizer a elas o quanto as amamos. Aproveitemos este dia para isto. Pensemos como será gratificante para nós e para elas ouvir o doce balbuciar desta tão significativa exclamação: “Mãe, eu te amo”! Oxalá, muitos filhos já viram suas mães partirem para junto de Deus. Não tem problema! Diga assim mesmo. O coração de quem ama trás para junto de si as pessoas que amamos. Não podemos temer a nossa humanidade. Ela também é dom de Deus. O Seu Filho se fez carne, também. Quantos filhos não se arrependem por ter passado a vida e nunca terem dito que amavam suas mães. Este é o tempo de Deus, pois o amor será sempre o meio pelo qual Deus fala, faça isto hoje.
Por fim, celebremos na intenção de todas as mães, biológicas ou casuais! Aos filhos não fantasiem este dia só com presentes caros que na grande maioria das vezes não dizem muito. Ame sua mãe e diga, com ações e palavras, o quanto elas são especiais! Tenha certeza que será inesquecível para você e para ela. Muitos já chegaram a reclamar que só valorizaram depois que as perderam. Não deixe que aconteça com você. Assim o seja!
O dia é um reconhecimento simbólico da sublime dignidade das mulheres. Nem todas as mulheres são mães; mas todas são filhas. A relação da feminilidade com a maternidade é intrínseca. O encantamento da filiação tem mais a nos dizer neste dia do que qualquer outra manifestação pública. As nossas mães são presente de Deus para todos nós. Obrigado Senhor pelas mães que temos! A Ti o nosso mais sincero agradecimento. Queremos que o mundo sinta que elas são importantes para nós e para o mundo. Muito palavreado sem amor e reconhecimento neste dia não valem tanto. O que elas desejam é o que todos os dias as pessoas amadas e que dão sentido a cada momento das nossas vidas merecem, que é gratidão e correspondência. Há tantos filhos que maltratam suas mães, na juventude e amiúde na velhice. Existem muitos filhos ingratos. Se me perguntarem as razões eu saberia dizer muitas; mas não as compreenderia! Existem situações de muito descaso por parte de muitos filhos. Graças a Deus, não é o trivial! Quem tem este tipo de atitude normalmente é por perturbações históricas e existenciais. Nestes casos é muito importante que haja amor e conversão. Quem não converte seu coração a Deus, também pode chegar a não valorizar uma mãe. Por parte de muita gente ainda há esta forma frustrante de relacionamento. Os filhos, ressentidos por causa de separações, infidelidades, violências, desamor e outros comportamentos, prejudicam a forma de amor que mais deve se assemelhar com o amor de Deus. Porém, por ser humano este também falha, porque há mães que tentam abortar ou pior matam suas próprias crias. Contudo, por ser mulher e estar aberta à vida toda mãe é chamada a ser sinal de amor na e para vida de seu filho.
No dia dedicado singelamente às mães, façamos a nossa mais pura e singela homenagem a elas. No momento, poderíamos nos perguntar que tipo de gestos estamos expressando para dizer a elas o quanto as amamos. Aproveitemos este dia para isto. Pensemos como será gratificante para nós e para elas ouvir o doce balbuciar desta tão significativa exclamação: “Mãe, eu te amo”! Oxalá, muitos filhos já viram suas mães partirem para junto de Deus. Não tem problema! Diga assim mesmo. O coração de quem ama trás para junto de si as pessoas que amamos. Não podemos temer a nossa humanidade. Ela também é dom de Deus. O Seu Filho se fez carne, também. Quantos filhos não se arrependem por ter passado a vida e nunca terem dito que amavam suas mães. Este é o tempo de Deus, pois o amor será sempre o meio pelo qual Deus fala, faça isto hoje.
Por fim, celebremos na intenção de todas as mães, biológicas ou casuais! Aos filhos não fantasiem este dia só com presentes caros que na grande maioria das vezes não dizem muito. Ame sua mãe e diga, com ações e palavras, o quanto elas são especiais! Tenha certeza que será inesquecível para você e para ela. Muitos já chegaram a reclamar que só valorizaram depois que as perderam. Não deixe que aconteça com você. Assim o seja!
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