A Polícia ainda tem muita credibilidade junto à sociedade. As pessoas quando se sentem inseguras imediatamente pedem que seja chamada a polícia. A presença de policiais em ambientes sociais passa para os cidadãos a sensação de segurança. O agrupamento fardado é sinal de que o Estado Democrático de Direito, ‘ainda’, pode garantir o que às pessoas está asseverado na Carta Magna do País, no artigo Art. 144. “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”. Nas nossas comunidades, dentre as várias outras, a polícia militar é mais conhecida. Ela, tanto quanto as demais, também tem a missão de assegurar o “Bem Público’ da segurança (Idem. Inc. V, par. § 5º). Este inciso diz, especificamente, a função da polícia militar e o que esta deve garantir à sociedade: “Cabe a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública”. Quanto ao que é tipificado está tudo claro. Mas depois disto vêem as reclamações e justificativas do que deveria ser obrigado da instituição e que garantias esta instituição para realizar o seu mister. Quem visita uma simples delegacia das cidades do interior verá que a estrutura física está sucateada. Falta comida, as celas são de pessoas que não podem pagar uma simples fiança, não há defensores públicos, doentes mentais que não poderiam estar naquele lugar, a superlotação dos cubículos, os carros quebrados, a falta de lugar para leitura e esporte, colchões e cobertores que nem existem, ou seja, muitas carências que sem dúvida dificultam o bom desempenho da ação policial. Para os policias há a problemática dos salários, os transtornos psicológicos tão presentes nas vidas particulares dos servidores, uma baixa auto-estima, já que, a grande maioria ingressa na vida militar mais pelo emprego do que por vocação, e isto acarreta junto aos familiares outros tantos desafios que deságuam no tipo de comportamento que os policiais terão nos confrontos ao tentar manter a ordem pública.
Com estas pontuações focalizamos a questão principal do que escrevo: As ações espúrias dos policiais que servem nas várias instâncias das nossas comunidades. Há a notoriedade do despreparo humano e técnico dos policiais. Existe uma rede de corrupção tamanha que a gente não consegue nem preliminarmente dizer a causa. Parece que se tornou um círculo vicioso e agora é viciado. Os que olham a conjuntura de cima precisam agradar aos políticos para subir de posto e os que estão nas bases se corrompem porque dizem que ganham pouco e não são valorizados. Mas aqui cabe a categórica afirmação que isto não é verdade. O povo confia na polícia, mesmo que não saibamos até quando. Se os que estão lá em cima se impusessem com a força moral que, todavia, têm como referencias incumbidas de ordenar, poderiam ser de fato, e não só de direito, um meio de equilíbrio da convivência pacífica dos habitantes das cidades. Mas, infelizmente, isto não está acontecendo. Há uma grande crise institucional no policiamento dos nossos estados brasileiros. Claro que existem policiais sérios e ratifico que não estou generalizando, mas o que se observa na grande maioria dos casos é esta realidade.
Por fim, os responsáveis pela formação dos policiais precisam rever a estruturação do projeto formativo dos novos incorporados. Mesmo sem ser militar, percebe-se uma superação da postura de ação destes seres humanos que tem muito poder nas mãos; porém, não sabem como devem usá-lo e para que usá-lo. Sem dúvida, a formação ética tem que ser repensada e vivida por quem quer ser policial. Um militar bem preparado será um grande promotor de formação da sociedade, com sua palavra e com a sua atitude. Assim o seja!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Ecumenismo e fundamentalismo
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ecumenismo,
protestantes
A Igreja Católica, principalmente depois do concílio Vaticano II, com o documento Unitatis redintegratio, que trata sobre o ecumenismo, vem tentando formar uma mentalidade e ter atitudes ecumênicas. Com João Paulo II, mediante o documento Ut unum sint (que todos sejam um), houve uma retomada da discussão. Hoje, na Europa, principalmente na Suíça e na Alemanha, esta tentativa já tem um horizonte mais bem dinamizado. Houve um certo desencontro com o documento da congregação para doutrina da fé, Dominus Iesus, não por causa da impostação cristológica; mas mais pela sua inferência eclesiológica. Todavia, atualmente, para o ocidente cristão, o significado do ecumenismo tem sua relevância, não apenas como necessidade teológica (Jo 17), mas também, e num futuro oxalá bem distante, como premência política para o ocidente, que infelizmente, está dissecando suas raízes culturais.
Aqui no Brasil é muito difícil ter ações ecumênicas. Estas normalmente, devido ao indecifrável protestantismo nacional, que também perdeu suas raízes doutrinais e metodológicas, são inviáveis. Segundo Rubem Alves um dos elementos que definem a identidade protestante é ter o catolicismo como inimigo. Vejam que tipo de cristianismo! (Cf. Religião e Repressão). O que este autor escreve e descreve é a mais pura realidade do protestantismo brasileiro, na sua grande maioria de comunidades e derivações que são criadas e abertas a cada dia, em nossas realidades. Há ainda quem defenda que o protestantismo é o grande fator de desenvolvimento de países do velho mundo e que a América não teve a mesma sorte porque nós fomos colonizados por dois países de tradição católica. Por um acaso a maioria dos países da África foi colonizada por quem? Então esperemos que com Edir Macedo e outros empresários do sagrado, nós nos tornaremos uma potência mundial! Não é a toa que a presa destes manipuladores(as) da boa fé são aqueles mais indefesos. E não me atrevo a dizer quem porque sem dúvida a bíblia será usada como espada de ataque imediatamente. E eis aí o grande problema: o ecumenismo é a possibilidade do diálogo e da harmonia com o diferente; mas como pode existir concórdia quando os protestantes são formados para agir com indiferença nas suas relações com os cristãos católicos? Quais fundamentos bíblicos e teológicos são oferecidos e que tipo de interpretação da Sagrada Escritura é feita para haver tanta divisão? Se existe uma doutrina mais aprofundada, porque tantas denominações?
O que apresento aqui é mais uma inquietação. Não é uma provocação. As lideranças religiosas podem e precisam rever suas doutrinas. O que as igrejas luteranas e a Igreja Católica concordam categoricamente é que nós cristãos somos salvos pela Fé em Jesus Cristo (Rm 3,20-27; Gl 3). Se algum cristão tem alguma dúvida quanto a esta Verdade fundamental tem que mudar sua concepção. Para o protestantismo brasileiro esta questão é um sério problema pela miríade de grupos que se confundem e são confundidos todos os dias. Nós cristãos não podemos esquecer que antes da bíblia existe Deus. Ele é o Senhor. Ele se revela pelo seu Filho na plenitude do tempo, nascido de uma mulher (Gl 4,4). Depois disto, na sua fase histórica, vem Jesus Cristo que foi terreno, crucificado, ressuscitou, pela Fé está presente e virá para julgar os vivos e os mortos. Estas verdades foram transmitidas pela Tradição que ratificou as Escrituras, num período de tantas heresias e divisões nos primórdios do cristianismo e, que, continua tendo a sua autoridade para nos confirmar na Verdade professada por Pedro (Mt 16,13-16), que através do Papa, Bento XVI, continua sendo fonte de unidade da Igreja de Cristo, que está aberta ao diálogo com as demais comunidades que acreditam num único Salvador do universo e de cada um de nós. Assim o seja!
Aqui no Brasil é muito difícil ter ações ecumênicas. Estas normalmente, devido ao indecifrável protestantismo nacional, que também perdeu suas raízes doutrinais e metodológicas, são inviáveis. Segundo Rubem Alves um dos elementos que definem a identidade protestante é ter o catolicismo como inimigo. Vejam que tipo de cristianismo! (Cf. Religião e Repressão). O que este autor escreve e descreve é a mais pura realidade do protestantismo brasileiro, na sua grande maioria de comunidades e derivações que são criadas e abertas a cada dia, em nossas realidades. Há ainda quem defenda que o protestantismo é o grande fator de desenvolvimento de países do velho mundo e que a América não teve a mesma sorte porque nós fomos colonizados por dois países de tradição católica. Por um acaso a maioria dos países da África foi colonizada por quem? Então esperemos que com Edir Macedo e outros empresários do sagrado, nós nos tornaremos uma potência mundial! Não é a toa que a presa destes manipuladores(as) da boa fé são aqueles mais indefesos. E não me atrevo a dizer quem porque sem dúvida a bíblia será usada como espada de ataque imediatamente. E eis aí o grande problema: o ecumenismo é a possibilidade do diálogo e da harmonia com o diferente; mas como pode existir concórdia quando os protestantes são formados para agir com indiferença nas suas relações com os cristãos católicos? Quais fundamentos bíblicos e teológicos são oferecidos e que tipo de interpretação da Sagrada Escritura é feita para haver tanta divisão? Se existe uma doutrina mais aprofundada, porque tantas denominações?
O que apresento aqui é mais uma inquietação. Não é uma provocação. As lideranças religiosas podem e precisam rever suas doutrinas. O que as igrejas luteranas e a Igreja Católica concordam categoricamente é que nós cristãos somos salvos pela Fé em Jesus Cristo (Rm 3,20-27; Gl 3). Se algum cristão tem alguma dúvida quanto a esta Verdade fundamental tem que mudar sua concepção. Para o protestantismo brasileiro esta questão é um sério problema pela miríade de grupos que se confundem e são confundidos todos os dias. Nós cristãos não podemos esquecer que antes da bíblia existe Deus. Ele é o Senhor. Ele se revela pelo seu Filho na plenitude do tempo, nascido de uma mulher (Gl 4,4). Depois disto, na sua fase histórica, vem Jesus Cristo que foi terreno, crucificado, ressuscitou, pela Fé está presente e virá para julgar os vivos e os mortos. Estas verdades foram transmitidas pela Tradição que ratificou as Escrituras, num período de tantas heresias e divisões nos primórdios do cristianismo e, que, continua tendo a sua autoridade para nos confirmar na Verdade professada por Pedro (Mt 16,13-16), que através do Papa, Bento XVI, continua sendo fonte de unidade da Igreja de Cristo, que está aberta ao diálogo com as demais comunidades que acreditam num único Salvador do universo e de cada um de nós. Assim o seja!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
O suicídio na Juventude
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juventude,
psicologia
A Igreja tem uma grande preocupação com o bem da juventude. Tanto pela sua estrutura e dinâmica existencial, e hoje por tudo o que é oferecido pelos dinamismos da Posmodernidade, o trato com a juventude se tornou mais desafiador. As famílias estão em crise, com seus novos paradigmas, que não preenchem as inquietações dos seus dependentes, os meios de comunicação que massificam os sonhos e projetos pessoais da pessoa, os desafios sociais do desemprego, saúde, lazer, educação, política, afetivos e em conseqüência de tudo isto, apropria crise de identidade.
A Suíça é um país fantástico. Tudo muito organizado. Um padrão de vida econômica excelente. A polidez dos seus habitantes é insípida. O ambiente geográfico é muito bonito e, sem dúvida, enaltecedor da alma humana para quem vai ficar algum tempo de férias ou para estudar. Sem mais delongas, em meio a esta realidade está a juventude com suas características próprias da idade, acrescidas daquelas que são auferidas pelas circunstancias geográficas, sociais e ambientais. Quanto ao que é trivial aos jovens, permanece o desejo de viver plenamente a alegria de ser humano. A juventude é o símbolo mais humano do significado da alegria e do amor. Um jovem triste é um triste jovem. É muito preocupante quando observamos um jovem que transparece infelicidade. Nas escolas, igrejas, grupos de jovens, constantemente se constatam jovens infelizes. Não preciso dizer mais as causas tão freqüentes destas atitudes. Já foram citadas no início. A Suíça, mesmo com várias vantagens materiais que são oferecidas pelos pais aos filhos, é o terceiro país do mundo onde os jovens mais se suicidam. Existe um alto índice de uso de drogas e principalmente de famílias em crise. Mas não esqueçamos que lá os pais dão aos filhos bens para suprir as tantas carências que não podem ser supridas por regalos. Devido a tantos afazeres e ingerências das próprias necessidades pessoais, não conseguem cuidar daqueles que mais precisam ser curados. Há a grande crise da própria pessoa. Falta a atenção para o que é intrínseco à condição humana. O fenômeno do suicídio da juventude não difere em nada do que acontece em qualquer outra fase da vida. Esta é um dom. É a atitude mais desumana do humano é querer tirar a própria vida. Quando este tipo de ação é praticado por um jovem há a tragédia que desafina a fantástica orquestra da existência. O suicídio é a mais brutal de todas as violências. O caos que invade completamente o que deveria ser só harmonia. Desconsiderar que a pessoa necessita do meio para realizar-se é desumano; mas dizer que o meio dispensa o que existe de mais humano é mediocridade. A vida pode ser comparada a casa que nós queremos e devemos construir todos os dias. A cada dia vai sendo colocado um tijolo. Com atitudes dignas de tudo o que é de Deus, como o amor, o perdão, o respeito, a justiça, a honestidade, a misericórdia, a alegria, a paz etc., a vida dos jovens começará a tomar um outro rumo; não só na China, no Japão, na Suíça, mas também, em nossas famílias, escolas, igrejas, grupos de apoio.
Por fim, lembrar do que Jesus um dia disse ao jovem rico que o buscou: “Não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não dirás falso testemunho. Honra teu pai e tua mãe, e ama teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Eu tenho observado tudo isso desde a minha mocidade. Que me falta ainda? Jesus disse-lhe: Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem e segue” (Cf. Mt 19,18-21). Os jovens precisam de sentido para vida. Assim o seja!
A Suíça é um país fantástico. Tudo muito organizado. Um padrão de vida econômica excelente. A polidez dos seus habitantes é insípida. O ambiente geográfico é muito bonito e, sem dúvida, enaltecedor da alma humana para quem vai ficar algum tempo de férias ou para estudar. Sem mais delongas, em meio a esta realidade está a juventude com suas características próprias da idade, acrescidas daquelas que são auferidas pelas circunstancias geográficas, sociais e ambientais. Quanto ao que é trivial aos jovens, permanece o desejo de viver plenamente a alegria de ser humano. A juventude é o símbolo mais humano do significado da alegria e do amor. Um jovem triste é um triste jovem. É muito preocupante quando observamos um jovem que transparece infelicidade. Nas escolas, igrejas, grupos de jovens, constantemente se constatam jovens infelizes. Não preciso dizer mais as causas tão freqüentes destas atitudes. Já foram citadas no início. A Suíça, mesmo com várias vantagens materiais que são oferecidas pelos pais aos filhos, é o terceiro país do mundo onde os jovens mais se suicidam. Existe um alto índice de uso de drogas e principalmente de famílias em crise. Mas não esqueçamos que lá os pais dão aos filhos bens para suprir as tantas carências que não podem ser supridas por regalos. Devido a tantos afazeres e ingerências das próprias necessidades pessoais, não conseguem cuidar daqueles que mais precisam ser curados. Há a grande crise da própria pessoa. Falta a atenção para o que é intrínseco à condição humana. O fenômeno do suicídio da juventude não difere em nada do que acontece em qualquer outra fase da vida. Esta é um dom. É a atitude mais desumana do humano é querer tirar a própria vida. Quando este tipo de ação é praticado por um jovem há a tragédia que desafina a fantástica orquestra da existência. O suicídio é a mais brutal de todas as violências. O caos que invade completamente o que deveria ser só harmonia. Desconsiderar que a pessoa necessita do meio para realizar-se é desumano; mas dizer que o meio dispensa o que existe de mais humano é mediocridade. A vida pode ser comparada a casa que nós queremos e devemos construir todos os dias. A cada dia vai sendo colocado um tijolo. Com atitudes dignas de tudo o que é de Deus, como o amor, o perdão, o respeito, a justiça, a honestidade, a misericórdia, a alegria, a paz etc., a vida dos jovens começará a tomar um outro rumo; não só na China, no Japão, na Suíça, mas também, em nossas famílias, escolas, igrejas, grupos de apoio.
Por fim, lembrar do que Jesus um dia disse ao jovem rico que o buscou: “Não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não dirás falso testemunho. Honra teu pai e tua mãe, e ama teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Eu tenho observado tudo isso desde a minha mocidade. Que me falta ainda? Jesus disse-lhe: Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem e segue” (Cf. Mt 19,18-21). Os jovens precisam de sentido para vida. Assim o seja!
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